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Apresentação

Num tempo em que a globalização da informação e da comunicação faz parte do nosso quotidiano e em que se discutem as vantagens da Internet em termos pedagógicos, uma vez que esta suporta e permite a difusão de todos tipos de media, é pertinente a reflexão sobre as potencialidades do primeiro meio de comunicação de massas – a Rádio. Esta passa da tradicional difusão hertziana para a difusão na rede, tornando, deste modo, qualquer pequeno projeto escolar de rádio (em plataforma Web) acessível a escala global.

Na rádio não há cor, não há movimento, não há expressões, não há paisagens… Serão desvantagens? Será um desafio? Acreditamos que sim… é um desafio que o profissional ou o amador enfrenta quando trabalha neste meio de comunicação e informação, devendo ser os olhos e os ouvidos do público a que se dirige.

Nos dias de hoje, a rádio continua a caracterizar-se, por muitos, como sendo o principal meio de informação, a companhia diária, disponibilizando os mais variados géneros de música, permitindo uma interação com o ouvinte.

Devido à ausência de imagem, a Rádio permite alargar os horizontes, a imaginação dos seus ouvintes!

 

A Web Rádio na Escola

São muitas as Escolas da Região Autónoma da Madeira que possuem recursos para implementar um projeto Web Rádio na sua escola. Não só dispõem de um circuito interno de rádio, como também tem acesso a computadores, auriculares e microfones, e podem fazer o download de uma panóplia de programas e sites gratuitos que permitem a divulgação dos trabalhos em formato digital. Este tipo de projeto para além de permitir rentabilizar os recursos, permite aos docentes e discentes explorar e tirarem partido de muitas vantagens inerentes a este tipo de tecnologia.

Ter uma Web rádio na escola passa muito pelo desafio de tornar interessantes temas aparentemente aborrecidos. Para isso tem de se conseguir um grupo de alunos que produza espaços de emissão dirigidos à escola na sua globalidade, tendo em conta o perfil e as diferentes idades da população escolar. E é necessário ter em atenção que se deve fugir à tentação de imitar as rádios nacionais ou locais - uma rádio escolar é por natureza diferente: nos objetivos, nos meios de que dispõe. O mais importante é incutir um espírito crítico nos alunos e dotá-los de capacidades de desconstrução do discurso dos media, em sentido amplo. Ao mesmo tempo que aprendem a fazer um programa, uma notícia, uma entrevista, estão também a formar-se como ouvintes, leitores ou espectadores mais atentos e mais capazes de descodificar as milhares de mensagens que recebem todos os dias, muitas vezes de forma passiva. Este tipo de projetos em que participam ativamente é, talvez, a maneira mais simples e eficaz de fazer educação para os media, um trabalho cada vez mais premente, se tivermos em linha de conta a influência, tantas vezes nefasta, que os meios de comunicação exercem sobre os jovens que passam horas a fio a ver tudo o que as televisões mostram ou ligados à internet.

A formação de equipas é fundamental: pode optar-se por criar grupos de alunos que tenham interesses ou gostos idênticos ou pode ser mais fácil organizar os espaços de emissão de acordo com os horários de cada turma envolvida no projeto. Em qualquer dos casos deve assegurar-se a existência de um “núcleo duro” e admitir-se a hipótese de alguns alunos fazerem colaborações esporádicas.

Em cada equipa é necessário atribuir funções e responsabilidades - cada elemento deve saber que tipo de trabalho vai desenvolver: de natureza técnica ou de cariz jornalístico e artístico. Todas as funções são importantes porque, por exemplo, uma boa ideia, do ponto de vista criativo, pode ser destruída por uma falha técnica e o produto final é sempre o resultado do esforço de todos.